Líder do Governo recebe Dirigentes Sindicais

Representantes de oito SEAACs do Estado de São Paulo, membros da ASEAAC, Associação dos SEAACs no Estado de São Paulo, estiveram em Brasília para uma reunião com  o Deputado Aldo Rebelo do PC do B, com o objetivo de contribuir com as reformas Trabalhista e Sindical, defendendo o fortalecimento das Entidades Sindicais e os Direitos dos Trabalhadores. Veja a seguir na integra o documento entregue ao Deputado Aldo Rebelo.

No detalhe, Paulo de Oliveira, Presidente do SEAAC de Pres. Prudente, entrega uma camiseta da Entidade ao Deputado.

MANIFESTO DA ASEAAC 

A conquista do Sindicato livre, autônomo e independente demandou gerações de lutas contínuas e levou a vida de muito daqueles que lutaram pelos ideais de democracia plena.

Durante a constituinte de 88, foi amplamente debatido o modelo sindical brasileiro e a Constituição Cidadã estabeleceu o modelo sindical com a autonomia atual. A garantia da liberdade sindical não pode ser jogada no lixo do esquecimento.

O fim da unicidade sindical representaria um caos aos trabalhadores, já que se perderia a essência de categoria, o ponto máximo da união daqueles que possuem dificuldades idênticas e, portanto, têm na força da união suas conquistas.

O trabalhador só terá uma Entidade Sindical livre e autônoma, do poder publico e da classe patronal, sem pressões externas, se for mantido exclusivamente pelo próprio trabalhador. 

Não é possível imaginar que no contexto de desemprego que o país passa e da instabilidade econômico-financeira vivida ao longo dos últimos anos, o trabalhador possa espontaneamente contribuir com o fortalecimento de um Sindicato, sem que não haja represarias de seus empregadores.

 

Logo se denota que o fim das contribuições legalmente constituídas pela CLT e Constituição Federal é um grave erro e quem pagará o mais alto preço, não tenham duvidas, será o trabalhador. 

Não se pode determinar modelos isolados como por exemplo o que acontece nas grandes montadoras do ABC, onde se fecha um portão e paralisa o país, com a realidade vivida nos demais pontos de todo Brasil, onde a base de atuação do  Sindicato na defesa dos interesses individuas e coletivos é totalmente fragmentada, já que é publico que a maioria dos postos de trabalho estão contidos nas micro e pequenas empresas. 

Há falhas no sindicalismo, é bem verdade, mas a correção é a moralização, e não a mudança de regras onde o maior atingido será a parte mais fraca da relação capital e trabalho. 

Todos sabemos que as reformas podem ajudar no desenvolvimento do país, e é este o objetivo, mas não podemos retirar a sustentação dos Sindicatos atuantes, tanto financeira, quanto de representatividade, sob pena de fragilizar a maior defesa dos trabalhadores quanto as ingerências patronais, governamentais e internacionais.

Com o fim da unicidade, a título exemplificativo, descrevemos como seria a imagem da disputa pela representação: Aqueles que perdessem as eleições sindicais, para direção de sindicatos já organizados, prontamente, fundariam nova Entidade concorrente, causando verdadeiros transtornos entre a representação profissional e as próprias empresas (quantos dirigentes eleitos e com estabilidade teríamos?); O Sindicato atuante, que choca o empresariado, seria logo substituído por Entidades “bancadas” pelas próprias empresas, com o fito de “facilitarem” as negociações e imposições de suas idéias junto aos empregados. Só restariam as Entidades de funcionários públicos, custeadas pelo Estado, pois, seus dirigentes são servidores e recebem do próprio Estado para se afastarem e prestarem serviços apenas nas suas Entidades. Certamente, as empresas irão preferir  negociar com o Sindicato que melhor mais lhes beneficiar, que for mais “devagar” e entender suas necessidades. 

Por isso defendemos a unicidade Sindical, com o objetivo de uma democracia plena e Entidades fortalecidas para luta na busca de melhores condições para os trabalhadores e para um Brasil melhor.

Reforma Trabalhista e Sindical

  • Unicidade na base dos Sindicatos

  • Envio da copia do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) aos Sindicatos, com o intuito de contribuir para a diminuição do trabalho informal, ampliando a democratização do voto nas eleições sindicais.

  • Alterar a distribuição da contribuição sindical, buscando fortalecer os Sindicatos, já que são as Entidades que atual diretamente na defesa dos interesses dos trabalhadores. As Entidades de segundo e terceiro grau atuariam no sentido de contribuir para o fortalecimento político dos Sindicatos.

  • Reformulação do Art. 577 da CLT, visando uma melhor classificação e atualização das categorias frente aos Sindicatos representantes.

  • Manutenção das contribuições prevista em lei, respeitando o Art. 8º da Constituição Federal.

  • Manutenção dos Diretos dos trabalhadores previstos na Consolidação das Leis do Trabalho e Constituição Federal.

  • Maior rigor aos empregadores que descumprem a Legislação Trabalhista, caracterizando como crime a falta de registro em carteira, o não pagamento de salários, e das verbas rescisórias, entre outros.

  • Extinção do estágio no ensino médio e obrigatoriedade de acordo com sindicato quando se tratar de ensino superior e profissionalizante, regularizando o sistema atual que amplia a informalidade e a substituição de mão de obra, em total desprezo aos direitos trabalhistas.

  • Investimento maior na justiça do trabalho a fim de buscar agilidade nos processos trabalhistas

Veja a divulgação na imprensa